Obviamente não pude escapar das perguntas: "e como é o carnaval no Brasil? Muito diferente daqui?". Sim, claro que é. A começar pelo frio. O desfile também tem outra vibe. As pessoas ficam gritando em baixo e a galera de cima dos carros joga doces, flores e até rodelas de linguiças embaladas no plástico (salve o clichê!).
Mas também tem as semelhanças. Vi vários folhetos nos ônibus e trens incentivando o uso de camisinha. Também se faz muito minino nessa época na Alemanha, quem disse que não?! Quem mora há mais tempo aqui nesta região do estado de Nordrhein-Westfalen, considerada a mais festeira do país, conta ainda que o povo fica mais alegre, mais saidinho. Nos bares, depois dos desfiles, a galera se pega forte. Esquema "beijo-não-me-liga". Uma micarê em pleno solo germânico.
A principal diferença, porém, é que apesar da bebedeira geral, aqui eu não vi confusão.
Eu e Jana, minha irmãzinha alemã, nos juntamos a um dos grupos de afrosamba, sambareggae, axéilê (ou qualquer coisa de nome parecido que tenha batuque e gente suada). E literalmente pulamos atrás do bloco. Dezenas de pessoas loiras com câmeras na mão fotografando os músicos e nós, os foliões.
O brazuca mais famoso, no entanto, é o bloco que leva o criativo nome de Sapucaiu no Samba. Além de bateria com surdo, cuíca e tamborim, o grupo tem mulata e fantasia de penas. Eu juuuuuro que vi um protótipo de Ala das Baianas rodando para lá e para cá.
Os termômetros em Berlim bateram na casa dos 25 graus, ou um pouco mais, seguramente.
Eu me senti em casa.
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